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CHOVE EM BRASÍLIA
Por S. Kalil Botelho
Chove em Brasília desde a madrugada.
E ao seu poder lhe peço, em contrição,
Que ela lave o lixo da Esplanada,
Usando raios como esfregão.
E violenta, em fúria transformada,
Tromba d’água talvez, ou furacão,
Vá ao Congresso, Planalto e Alvorada
Para afogar os biltres de plantão.
Lhes daremos, de enterro, covas rasas
Aonde, abutres, os fígados profanem
E façam festas sobre tais carcaças.
Que suas almas nunca tenham casas;
No Purgatório para sempre danem
A culpa atroz de semear desgraças.
Em Sobradinho, 29/10/2 007.
criado por Soniamel
11:41:52