COM LICENÇA, TÔ POETIZANDO A VIDA!...

Prosas, crônicas, poesias e o melhor de Patos de Minas! Aqui tem um pouco de tudo e com muito bom humor... Se você chegou até aqui, prepare-se para se comunicar... Pode entrar... a casa é sua! [soniamel@gmail.com]

COM LICENÇA, TÔ POETIZANDO A VIDA!...

Prosas, crônicas, poesias e o melhor de Patos de Minas! Aqui tem um pouco de tudo e com muito bom humor... Se você chegou até aqui, prepare-se para se comunicar... Pode entrar... a casa é sua! [soniamel@gmail.com]
<  Agosto 2007  >
S T Q Q S S D
    1 2 3 4 5
6 7 8 9 10 11 12
13 14 15 16 17 18 19
20 21 22 23 24 25 26
27 28 29 30 31    
Buscar
Receba os posts
Terra Blog

Arquivo de: Agosto 2007, 25

25.08.07

ComLicença porque ela é a Dona da Pena...

Desde que meu amigo Antonio cunhou Martha Medeiros com o pertinente apelido de "a dona da pena", não consigo pensar nela de outro modo... Para acabar de corrobar com essa idéia, recebo via e-mail de outro amigo, o talentoso ator-escritor e ser humano Humberto Mello, esse texto que vim especialmente para dividir com voces...

NORMOSE

Lendo uma entrevista do professor Hermógenes, 86 anos, considerado o fundador da ioga no Brasil, ouvi uma palavra inventada por ele que me pareceu muito procedente: ele disse que o ser humano está sofrendo de normose, a doença de ser normal. Todo mundo quer se encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar. O sujeito "normal" é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Quem não se "normaliza" acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento. A pergunta a ser feita é: quem espera o que de nós? Quem são esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas?

Eles não existem. Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha "presença" através de modelos de comportamento amplamente divulgados. Só que não existe lei que obrigue você a ser do mesmo jeito que todos, seja lá quem for todos. Melhor se preocupar em ser você mesmo.

A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer o que não se precisa. Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar?

Não é necessário fazer curso de nada para aprender a se desapegar de exigências fictícias. Um pouco de auto-estima basta. Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo. Criaram o seu "normal" e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante. O normal de cada um tem que ser original. Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros. É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.

Eu não sou filiada, seguidora, fiel, ou discípula de nenhuma religião ou crença, mas simpatizo cada vez mais com quem nos ajuda a remover obstáculos mentais e emocionais, e a viver de forma mais íntegra, simples e sincera. Por isso divulgo o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes.

Martha Medeiros (05.08.07-Jornal Zero Hora-P.Alegre-RS)