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Prosas, crônicas, poesias e o melhor de Patos de Minas! Aqui tem um pouco de tudo e com muito bom humor... Se você chegou até aqui, prepare-se para se comunicar... Pode entrar... a casa é sua! [soniamel@gmail.com]

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Terra Blog

Arquivo de: Agosto 2007, 20

20.08.07

ComLicença porque Internet também é cultura!!!

Aprenda uma palavrinha nova... Oxímoro!!! Você jamais irá se esquecer dela depois do que ler aqui...

[...] o Brasil é país um oximoroso! É que oxímoro, segundo o dicionário de Antonio Houaiss, é uma figura de retórica na qual se combinam palavras de sentido oposto que parecem excluir-se mutuamente, mas que, no contexto, reforçam uma expressão. Por exemplo: “o grito do silêncio”, “silêncio ensurdecedor”, “obscura claridade”, “ilustre desconhecido”. Aurélio Buarque também registra o vocábulo exemplificando com a inspirada expressão “inocente culpa” de Cecília Meireles incluída na página 486 do livro “Obras Poéticas”. Segundo Millor Fernandes, um excelente exemplo de oxímoro é “Escola Superior de Guerra” que, por ser de guerra não pode ser superior. Nessa mesma linha o professor de português Sérgio Rodrigues registra sua descoberta de um Brasil oximoroso onde o debate que domina a mídia dos nossos dias é o lamentável oximoro “Conselho de Ética do Senado” sobre o qual o mestre pergunta: Que Conselho? Que ética? Que Senado?.

Para ler o texto completo, que por sinal é imperdível, acesse:

http://portalamazonia.globo.com/detalhe-artigo.php?idArtigo=316

E boa aprendizagem...

ComLicença pra compartilhar com voces...

O Assassino Era o Escriba

[Paulo Leminski]

Meu professor de análise sintática era o tipo do sujeito inexistente.
Um pleonasmo, o principal predicado de sua vida,
regular como um paradigma da 1ª conjunção.
Entre uma oração subordinada e um adjunto adverbial,
ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito
assindético de nos torturar com um aposto.
Casou com uma regência.
Foi infeliz.
Era possessivo como um pronome.
E ela era bitransitiva.
Tentou ir para os EUA.
Não deu.
Acharam um artigo indefinido na sua bagagem.
A interjeição do bigode declinava partículas expletivas,
conectivos e agentes da passiva o tempo todo.
Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça...

Deu pra sentir a crítica que o autor faz àqueles conteúdos totalmente atípicos que os professores de português ainda acreditam serem necessários fazer com que os alunos aprendam??? Que interessante seria contextualizar, ou seja, partir da realidade do aluno, ou, na pior das hipóteses, aproximar conteúdo/realidade do uso da língua...

Ainda veremos isso???

Leminski não é o único, hem? Bom pensar sobre...

Abçs

Sônia Amélia